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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia, filha de Antonio Lotti e Amata Ferri Lotti nasceu em Roccaporena em 1381. Desde criança, a santa demonstrava seu desejo de viver uma vida em Cristo, acreditava no Amor pela Sagrada Família e, por isso, almejava constituir uma família. Seu pai, um juiz de paz, arrumou um casamento entre classes para a filha. No entanto, a moça acreditava que deveria casar por amor.

Conheceu nos mercados um homem que salvou uma criança. Dias mais tarde o encontrou na casa de sua amiga Mancini e o reconheceu: era Paulo. Paulo também se apaixonou por ela, contudo era filho de Ferdinando Mancini — um dos cavaleiros mais ricos e poderosos da região — que gostaria que seus filhos fizessem casamentos que favorecessem os negócios da família. Ela pediu a intercessão de Jesus, que seu amor fosse possível. Esse é o primeiro milagre: Santa Rita e Paulo casaram-se, mesmo vindo de classes distintas. Do casamento entre Rita e Paulo nasceram dois filhos gêmeos: Giangiacomo Antonio e Paulo Maria

Teve uma vida conjugal difícil devido aos hábitos da nova família e ao caráter violento do marido. Com seu empenho e orações, conseguiu convertê-lo. Viveram anos como camponeses. Após a morte do marido, vítima de assassinato por traição do chefe do feudo, o pai de Paulo, Ferdinando Mancini (sogro de Santa Rita) levou os garotos para lhes ensinar a batalhar a fim de, posteriormente, vingarem a morte do pai. Na hora da batalha, foram pegos em emboscada. Com o objetivo de protegê-los, a santa os enviou para um convento distante. Contudo, as freiras abrigavam leprosos, que transmitiram sua doença aos filhos da Santa, os quais não sobreviveram.

Viúva e sem os filhos, manifesta a vontade de ingressar no mosteiro das irmãs Agostinianas, que só aceitavam jovens solteiras. Ficou muito tempo refugiada na casa dos sogros. Ainda assim, começou a cuidar de doentes de lepra e a curar enfermos.

Então, numa noite, Santa Rita dormia, quando ouviu uma voz chamando: Rita. Rita. Rita.

Ela abriu a porta e estavam ali, Santo Agostinho, São Nicolau e São João Batista. Eles pediram que ela os seguisse e depois de andarem pelas ruas, os santos desapareceram e Rita sentiu um suave empurrão. Ela caiu em êxtase e, quando voltou a si, estava dentro do mosteiro, estando este com as portas trancadas. Então as freiras não lhe puderam negar a entrada. Rita viveu ali por quarenta anos.

Cinco meses antes da morte de Rita, um dia de inverno com a temperatura frígida e um manto de neve cobria tudo, uma parente lhe foi visitar e antes de ir embora perguntou à Santa se ela desejava alguma coisa, Rita respondeu que teria desejado uma rosa da sua horta. Quando voltou a Roccaporena a parente foi à horta e grande foi a sua surpresa quando viu uma belíssima rosa, a colheu e a levou a Rita.


Assim Santa Rita foi denominada a Santa da “Rosa” e dos impossíveis. Santa Rita antes de fechar os olhos para sempre, teve a visão de Jesus e da Virgem Maria que a convidavam no Paraíso. Uma freira viu a sua alma subir ao céu acompanhada de Anjos e contemporaneamente os sinos da igreja começaram a tocar sozinhos, enquanto um perfume suavíssimo se espalhou por todo o Mosteiro e do seu quarto viram uma luz luminosa como se fosse entrado o Sol. Era o dia 22 de Maio de 1457.

Santa Rita de Cássia foi beatificada 180 anos depois da sua subida aos céus e proclamada Santa após 453 anos da sua morte.

Esta foi um exemplo de vida religiosa, com suas orações e suas mortificações. Ela se devotou especialmente a cuidar de irmãs doentes e a aconselhar pecadores. Por 14 anos, até sua morte, trouxe na testa um estigma, associando-se, assim, à paixão de Cristo.

São-lhe atribuídos tantos e tão extraordinários milagres que é tida como "advogada das causas perdidas e a santa do impossível". É também protetora absoluta das mães e esposas que sofrem pelos maus-tratos dos maridos.

O corpo de Rita, que permaneceu incorrupto ao longo dos séculos, é venerado hoje no santuário de Cascia, muitas pessoas do mundo todo visitam sua tumba. O pintor francês Yves Klein havia se dedicado a ela quando criança. Em 1961, ele criou um Santuário de Santa Rita, que é colocado no Convento de Cássia.

No Brasil, na cidade de Santa Cruz, Estado do Rio Grande do Norte, está localizada a maior estátua católica do mundo, que representa a Santa Rita de Cássia e foi inaugurada em 26 de junho de 2010.

Fonte 


https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Rita_de_C%C3%A1ssia



domingo, 19 de maio de 2024

O que significa Pentecostes? Entenda celebração católica hoje domingo, 19 de maio.

Data celebra a ocasião em que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos de Jesus.


Por: Anna Dulce Neves

Neste ano celebrado em 19 de maio, o Dia de Pentecostes representa, no calendário cristão, um momento de grande significado espiritual, marcando a descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus após a sua ressurreição. 

Na ocasião, conforme está escrito na Bíblia Cristã, os Apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar, em Jerusalém, quando um vento impetuoso encheu toda a casa e algo como línguas de fogo que pousaram sobre cada um deles. 

Em seguida, todos ficaram repletos do Espírito Santo, começaram a falar outras línguas e se tornaram testemunhas de Jesus Cristo em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e por toda a terra.

A palavra grega Pentecoste significa quinquagésimo dia. Assim, a festa católica é celebrada no domingo quarenta e nove dias após a Páscoa, para lembrar a descida do Espírito Santo.

Hoje, o Dia de Pentecostes é celebrado de várias maneiras ao redor do mundo. Algumas denominações cristãs enfatizam a renovação espiritual e o avivamento, organizando vigílias de oração, retiros espirituais e serviços especiais. Outras destacam a importância do Espírito Santo na vida do crente, enfatizando os dons espirituais e o serviço à comunidade.

Fonte:

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Pesquisa mostra que 89% das pessoas fazem automedicação no Brasil.

Doses adequadas às necessidades individuais, por um período correto e ao menor custo. Esse é o tripé preconizado pela Organização Mundial da Saúde para o uso racional de medicamentos. No Brasil, 5 de maio é o dia dedicado ao movimento para combater no país um problema de ordem mundial, que pode causar danos irreversíveis e até levar à morte. Segundo estimativas da OMS, mais da metade dos medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada e metade dos pacientes não faz uso corretamente.

De acordo com Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz), anualmente são registrados mais de 30 mil casos de internação por intoxicação medicamentosa, com cerca de 20 mil mortes no Brasil. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) feito em 2022 revelou que 89% das pessoas se automedicam no Brasil.

“A pesquisa do ICTQ mostra que os analgésicos estão no topo da lista, com 64%, seguidos dos antigripais (47%) e relaxantes musculares (35%)”, comenta Monique Almeida, farmacêutica da Clínica AMO, que pertence à Dasa, maior rede de saúde integrada do país. O estudo mostra que sintomas como ansiedade, estresse e insônia também são motivos para automedicação em, pelo menos, 6% da população.

O uso indiscriminado de medicamentos pode levar à resistência antimicrobiana, causar interação medicamentosa (inclusive anulando o efeito de alguma outra droga), alergia, intoxicação, efeitos colaterais adversos, dependência, retardar e agravar diagnósticos, mascarar doenças e até agravar outras, como as cardiovasculares, pois algumas fórmulas causam descompensação pressão arterial, fator de risco importante o acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto. Isso sem considerar o impacto nos custos para o paciente e o sistema de saúde.

Pacientes oncológicos

No caso de pacientes em tratamento contra o câncer através da quimioterapia, o uso indiscriminado e a automedicação podem ter efeitos ainda mais severos, como alerta a oncologista Aknar Calabrich, da AMO. “Os pacientes oncológicos normalmente necessitam de diversas classes de medicamentos, que, se não adequadamente tomadas, podem interagir e intensificar efeitos adversos, levando a hospitalizações”, explica. “Isso ainda é mais grave em pacientes idosos, já que a idade está associada a alterações fisiológicas que interferem em muitos medicamentos”, completa a oncologista.

Sobre os riscos da automedicação, a médica diz ainda que “a prática pode interferir na eficácia dos tratamentos para o câncer, já que a metabolização ou absorção de vários remédios causa interação. Por isso, é muito importante conversar com seu oncologista sobre todos os medicamentos em uso”.

Como alerta Aknar Calabrich, estudos mostram que a automedicação pode atrasar o diagnóstico de alguns tipos de câncer, como gastrointestinal, uma vez que o paciente posterga a busca do auxílio médico adequado.

Dicas para uso racional

• Nem todas as doenças exigem uso de medicamentos;
• Medicamentos podem aliviar sintomas ou sinais; controlar doenças crônicas e reduzir o risco de complicações, recuperar a saúde (antibióticos); auxiliar no diagnóstico de doenças (contrastes utilizados em radiologia e outros exames);
• Há medidas que podem auxiliar na cura de doenças (dietas, repouso, exercícios, entre outras);
• Somente um profissional de saúde habilitado pode orientar corretamente a respeito do tratamento das doenças;
• O paciente deve conversar com o profissional médico ou cirurgião-dentista sobre medicamentos em uso;
• O paciente deve informar sobre problemas que já teve por causa de um medicamento, incluindo alergias;
• Doenças diagnosticadas em familiares devem ser relatadas (diabetes, hipertensão, etc.);
• É preciso relatar ocorrência ou pretensão de gravidez;
• Esclarecer com o médico sobre quantidade de doses do medicamento, quantas vezes ao dia, modo de uso (antes ou depois das refeições), tempo do tratamento;
• Relatar uso de álcool ou fumo;
• Observar data de validade;
• Nunca alterar doses receitadas;
• O alívio da dor e o desaparecimento dos sintomas ou sinais não significam a cura da doença;
• Atenção para grupos especiais: gestantes e lactantes, crianças e idosos.

*Fonte: Cartilha do Ministério da Saúde
* Fonte: Clínica Amo

terça-feira, 14 de maio de 2024

Bembé do Mercado 2024


O tradicional Bembé do Mercado, maior candomblé de rua do mundo, completa 135 anos em 2024. A programação começou ontem nessa segunda-feira (13), em Santo Amaro, no recôncavo baiano. A ação celebra o fim da escravidão e reforça a resistência do povo preto.

O evento reúne mais de 60 comunidades quilombolas e terreiros de religiões de matriz africana e conta com atividades religiosas, shows, feiras, rodas de conversa, oficinas, exposições, entre outros. 

O Bembé do Mercado é reconhecido como Patrimônio Cultural Nacional desde 2019 e Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2012. Há cinco anos, tramita um processo na sede Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), visando o reconhecimento como patrimônio da humanidade.
HORÁRIO 

A abertura do evento acontecerá às 5h, com a lavagem do busto de João de Obá, instalação das imagens de Iemanjá e café da manhã coletivo, no Largo do Bembé, onde acontece a maior parte das atividades.
SUA HISTÓRIA 

O Bembé do Mercado teve início um ano após a abolição da escravatura. A festa é reforçada pelos praticantes como um culto às divindades das águas representadas por Iemanjá e Oxum, sendo também momento de agradecer a proteção individual e coletiva.

São três momentos cerimoniais: os ritos ligados ao fundamento da festa (as cerimônias para os ancestrais, o Padê de Exu, o Orô de Iemanja e Oxum); o Xirê do Mercado; e a entrega dos Presentes destinados a Iemanjá e a Oxum.

Existem diversas teorias sobre o uso do nome Bembé, quase todas assentadas nos processos da diáspora africana – que é o nome dado à imigração forçada de homens e mulheres do continente.

Entretanto, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com os praticantes mais antigos, indica que o nome deriva de candomblé́.

Terça-feira, 14 de maio:

8h – 12h | Oficina de Educação Patrimonial - Dança Afro | Instrutor: Pai Léo de Xangô
Local: Largo do Bembé

8h30 – 12h | Cultura e Negritude - Oficina Brincando de Cinema (RSF 1) | Responsável: Ludmila Carvalho
Local: Escola Padre José Loureiro

14h – 16h | Mesa: Salvaguarda e Proteção do Bembé do Mercado | Convidados: Adriana Cerqueira (IPAC), Prof. Ana Rita Araújo Machado (UNEB) e Murilo Pereira (UFBA| Mediação: Antonioni Afonso
Local: Largo do Bembé

14h – 16h | Cultura e Negritude - Palestra: Mulheres Negras nas Artes e na Cultura | Convidada: Urânia Munzanzu
Local: Auditório Emanoel Araújo (CECULT/UFRB)

16h – 18h | Mesa: Educação Antirracista e o Ensino e Aprendizagem na Rede Municipal de Santo Amaro
Convidadas: Munique Ferreira Gonçalves do Carmo – Secretária Municipal de Educação, Iyá Consuelo de Onira - Coordenadora de Educação Antirracista, Junior Xavier - Coordenação de Diversidade, Maria da Luz - Coordenação de Educação Quilombola, Maryon Dantas - Coordenação de Educação Quilombola, Leonardo Vinícius Santos - Coordenação de Projetos Educacionais e Música
Local: Largo do Bembé

18h – 20h | Cultura e Negritude – Show Musical: “Um Atlântico, Um Recôncavo” e Samba de Roda de Cambuta
Local: Auditório Emanoel Araújo (CECULT/UFRB)

MAIS INFORMAÇÕES:



👆🏽Fontes 


terça-feira, 30 de abril de 2024

Relógio de São Pedro

Inaugurado em 1916, Relógio de São Pedro é restaurado em Salvador

➡️  Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

➡️  Jefferson Peixoto


Marco icônico da história de Salvador, o Relógio de São Pedro, situado na Praça Barão do Rio Branco, na Avenida Sete de Setembro, foi restaurado e modernizado pela Prefeitura de Salvador. A ação, coordenada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), teve investimento de cerca de R$70 mil, com ação executada pela Alma Arquitetura e Restauro.

O processo de restauração envolveu várias etapas, incluindo a limpeza e recomposição do rejuntamento, envernizamento protetivo e o restauro do gradil que circunda o monumento. Já a modernização ficou a cargo da automatização do mecanismo do equipamento, incluindo a instalação de motores elétricos. Esta atualização tecnológica não só garante a precisão do relógio, como a funcionalidade contínua ao longo do tempo.

“Com mais de cem anos, o Relógio de São Pedro é dotado de grande relevância para a ‘Soterópolis’, uma vez que se constitui ainda hoje em marco e em um forte elemento referencial paisagístico do Centro da Cidade de Salvador. Um dos poucos relógios urbanos datados do começo do século XX e ainda ativos no Brasil. A história está intimamente ligada à abertura da Avenida Sete de Setembro e às obras de remodelação, modernização e de embelezamento da capita baiana empreendidas naquela época”, afirma o arquiteto Elias Machado, restaurador responsável pela recuperação do monumento.

Machado ressalta que, “para além da relevância local, o relógio, enquanto objeto, é um importante registro de técnicas e de linguagens artísticas e construtivas ligadas sobretudo ao uso dos metais e ao ecletismo, desenvolvidas no Século XIX e no começo do XX. Em todos esses fatores, pelo destaque enquanto registro de um tempo e pelo papel que ainda desempenha no centro da cidade, reside a importância da obra executada, garantindo a preservação da materialidade do relógio e a manutenção de sua função primordial”, finaliza.

“Foi com imensa satisfação que testemunhamos o processo de restauração e automatização do Relógio de São Pedro, um verdadeiro tesouro histórico de nossa cidade. Este monumento não apenas representa nossa rica herança cultural, simboliza a resiliência e a determinação de nosso povo em preservar e honrar nossa história. A conclusão bem-sucedida deste projeto é um marco significativo em nossos esforços contínuos para proteger e promover nosso patrimônio cultural para as futuras gerações”, comemorou o presidente da FGM, Fernando Guerreiro.

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Relógio de São Pedro

Relevância – Desde a inauguração em 1916, o Relógio de São Pedro tem sido uma testemunha silenciosa da evolução de Salvador. Encomendado pelo administrador Joaquim José Seabra, popularmente conhecido como J.J. Seabra, foi fabricado na França por Henri Le Pante e instalado sobre uma escultura pelo italiano Pasquale De Chirico. Sua estrutura, composta por uma escultura em bronze, quatro atlantes que sustentam um globóide com os quatro relógios e uma coluna clássica, reflete a riqueza arquitetônica e artística da época.

Instalado numa localização estratégica, na Avenida Sete de Setembro, no coração do Centro de Salvador, o Relógio de São Pedro tornou-se, além de marcador de horas, um ponto de referência histórica e um símbolo de identidade para os habitantes da cidade. Restaurado e automatizado com tecnologia de ponta, transforma-se, agora, num lembrete de que é possível honrar o passado, ao mesmo tempo em que se olha para o futuro.

 

O Ano Novo das Bruxas foi dia 01 de maio; dia de honrar os mortos.

Quem disse que o Halloween acontece, necessariamente, no dia 31 de outubro? Se remontarmos às origens dessa comemoração, iremos chegar às pr...