Um diário pessoal (aberto ao público), abordo temas do dia a dia, festejos religiosos, autoajuda, laser e curiosidades.
domingo, 27 de outubro de 2024
O dia 27 de outubro, é o Dia Mundial da Conscientização pelo Gato Preto.
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
*Hidratação para Cabelos Crespos
Os Benefícios da Maçã Para o Cabelo
Os Benefícios da Maçã Para o Cabelo são diversos, pois, ela possui uma grande quantidade de nutrientes essenciais para saúde geral do nosso corpo. Além disso, a maçã é uma fruta deliciosa. A maçãs possuem uma cor rosada e um aroma marcante. É pertencem à família rosácea. Elas são conhecidas cientificamente por estarem cheias de minerais e vitaminas. Além disso, você sabia que a maçã é uma excelente fonte de fibras, com cerca de 4 gramas de fibras em uma maçã de tamanho médio? É daí que o provérbio popular: “Uma maçã por dia mantém o médico afastado.”
Valor Nutricional da Maçã: Uma vez que as maçãs são recheadas com numerosas vitaminas e minerais, contribui para um sistema saudável e bem protegido. As maçãs contêm uma abundância de antioxidantes como flavonoides, polifenois e Vitamina C que ajudam a proteger o corpo contra bactérias e vírus nocivos. Além disso, o betacaroteno tem propriedades anticâncer e anti colesterol. É também uma excelente fonte de vitaminas do complexo B, como Tiamina, Riboflavina e piridoxina.
Então, confira Os 4 Benefícios da Maçã Para o Cabelo:
Maçã Estimula o Crescimento do Cabelo: A maçã pertence à categoria de frutas que são conhecidos como impulsionadores do crescimento do cabelo. Esta qualidade pode ser atribuída à presença de um nutriente chamado biotina que tem sido anunciado como esteroide para crescimento natural dos cabelos e unhas. As pessoas são frequentemente recomendadas incluir a biotina em sua dieta para combater a perda de cabelo. Uma pesquisa indicou que a biotina promove o crescimento do cabelo e infunde a força e espessura dos fios.
Beneficio da Maçã Para Cabelos Mais longos e Saudáveis: Cabelos longos e brilhantes são desejo de todos e esta fruta deliciosa possui a capacidade de cumpri-la. Isso ocorre porque ela contém um composto chamado procianidina B-2, que estimula o crescimento do cabelo, bem como engrossa o cabelo. Ela também impede o degaste do cabelo e a calvície masculina padrão.
Maçã Preveni a Perda de Cabelo: A maçã tem um potencial para evitar a perda de cabelo, graças à presença de fibras solúveis, compostos fenólicos na pele da maçã, antioxidantes e vitaminas. Quando comida diariamente, as maçãs também impedem a queda de cabelo. Os antioxidantes ajudam no aumento da circulação para o couro cabeludo, incentivando assim o crescimento do cabelo.
Beneficio da Maçã Para Tratamento da Caspa: A aplicação tópica do suco de maçã em seu couro cabeludo ajuda a restaurar o equilíbrio normal, evitando assim problemas de couro cabeludo, como a caspa. Tudo que você precisa fazer é dar um enxágue final de suco de maçã em seu cabelo depois da lavagem. Isto eliminará a caspa e trará um brilho adicional.
Fonte: https://www.saudedica.com.br/os-4-beneficios-da-maca-para-o-cabelo/
terça-feira, 17 de setembro de 2024
Stº. Padre Pio
«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gál 6, 14).
Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.
Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.
Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.
Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.
Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direcção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua actividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.
No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.
Para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.
Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele.O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade.
A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, ve-mo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.
Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.
O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito.
Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas.
Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores directos e de sua própria consciência.
Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.
Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predilecção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.
Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza».
Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.
No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento».
Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas.
Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenómeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.
Assim Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canónica para dar início à Causa de beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredónia pôde assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e anexas.
No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Paulo II foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canónico regular no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até Junho de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre.
No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça de São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de Setembro a data da sua festa litúrgica.
Para a canonização do Beato Pio de Pietrelcina, a Postulação apresentou ao competente Dicastério o restabelecimento do pequeno Matteo Pio Collela de São Giovanni Rotondo. Sobre este caso foi elaborado um processo canónico no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Manfredonia-Vieste, que decorren de 11 de Junho a 17 de Outubro de 2000. No dia 23 de Outubro de 2000, a documentação foi entregue à Congregação das Causas dos Santos. No dia 22 de Novembro de 2001 é aprovado, na Congregação das Causas dos Santos, o exame da Consulta Médica. No dia 11 de Dezembro de 2001, é julgado pelo Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos e, no dia 18 do mesmo mês, pela Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos. No dia 20 de Dezembro, na presença do Papa João Paulo II, foi promulgado o Decreto sobre o milagre; no dia 26 de Fevereiro de 2002, foi publicado o Decreto sobre a sua canonização.
Beatificação (2 de maio de 1999)
Canonização (16 de junho de 2002)
Fonte :
Vaticanterça-feira, 13 de agosto de 2024
Stª. Dulce dos Pobres _ O Anjo Bom da Bahia!
Ele ressalta que os números impressionantes que mostram quantos são "acolhidos, tratados e curados" na Osid "só confirmam que esta continua sendo 'a última porta da esperança' para os pobres e excluídos".
"Como legado de amor com inspiração divina, [a religiosa] também se torna referência e inspiração para a criação de outras instituições com foco na caridade cristã", diz Didier.
Rocha conta que começou a mergulhar no universo de Irmã Dulce depois que, como jornalista, acompanhou o evento de beatificação da religiosa, ocorrido em 2011 em Salvador.
Ele ficou impressionado com a manifestação popular na missa campal, que reuniu cerca de 70 mil pessoas.
"Elas ficaram horas e horas em pé em um lugar, um grande descampado, inclusive debaixo de chuva. Chamou-me a atenção que eram pessoas de todos os tipos. Ricos e pobres, brancos e negros, gente de todas as religiões e sem religião nenhuma…", relata.
"Aquela cerimônia, pelo tamanho dela e pela diversidade dos participantes, me fez entender que havia uma história a ser contada."
Foram oito anos de pesquisa. Rocha consultou mais de 10 mil documentos, de arquivos do Brasil, dos Estados Unidos e do Vaticano. Teve acesso aos autos da canonização da baiana e entrevistou cerca de 100 pessoas que conviveram com ela, de anônimos a personalidades como o político José Sarney e o engenheiro e empresário Norberto Odebrecht (1920-2014), amigo e patrocinador de Irmã Dulce por mais de meio século.
O legado religioso de Irmã Dulce é o amor ao próximo, o mais bonito dos mandamentos cristãos. Se a santidade é a mais alta honra que a Igreja Católica confere, transformar ou não alguém em santo é passar uma mensagem de qual é a visão do pontificado para a santidade."
Postulador do processo de canonização de Irmã Dulce junto ao Vaticano — em outras palavras, uma espécie de "advogado" que defende os processos na Santa Sé —, o italiano Paolo Vilotta já admitiu diversas vezes que conhecer a obra da religiosa baiana fez dele também um devoto dela.
Em entrevista à BBC News Brasil, ele recordou que, em 2010, na primeira das quatro vezes em que esteve ao país para ir à Osid, ele visitou os enfermos atendidos pela instituição.
"Ver com meus próprios olhos o legado deixado pela grande santa, depois de já ter lido suas informações biográficas, fez com que eu me tornasse devoto a ela", comenta.
"Depois, tornei-me postulador [da causa] e isso me honrou, coroou-me de alegria", acrescenta.
Para o pesquisador e estudioso da vida de santos José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor da Universidade Estadual Vale do Aracaú, do Ceará, a imagem de Irmã Dulce é mais contundente aos olhos atuais por conta de sua contemporaneidade. Ele escreveu uma biografia dela em seu livro Candidatos ao Altar.
"Todos a vimos. Muitos pessoalmente, outros pelos meios de comunicação ou por seu apostolado. Sendo a primeira santa brasileira nata e contemporânea ela alcançou milhares e milhares de católicos e não católicos, visto que sua ação não via religião, cor ou qualquer outra questão", afirma ele.
"Ela enxergava Deus no irmão e a ele se dedicava como se ao Cristo o fosse."
Essa não distinção entre católicos e não católicos foi visível na festa de canonização, ocorrida na praça São Pedro, no Vaticano, em 13 de outubro de 2019.
Na ocasião, a reportagem conversou com diversos integrantes da comitiva brasileira presente à missa. E quase um terço dos abordados declaravam-se não católicos — evangélicos, espíritas, candomblecistas, umbandistas e seguidores de nenhuma religião.
Quando perguntados, diziam estar lá porque viam na religiosa uma figura que transcendia o catolicismo, por seu trabalho na saúde pública.
Desnecessário dizer mas praticamente todos tinham alguma história pessoal ou familiar de atendimento hospitalar na Osid.
"Ela foi uma fortaleza. Dedicou-se integralmente aos mais necessitados", acrescenta Lira.
"Sua mensagem poderia ser aquela atribuída a São Francisco, 'eu fiz a minha parte, que o Senhor vos ensine a vossa'. Mas ela foi além: fundou um verdadeiro complexo e eu poderia dizer que a caridade com zelo e amor ao próximo se constituem sua grande mensagem."
'Anjo bom do mundo'
Vice-diretor do Lay Centre em Roma e doutor pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, o vaticanista Filipe Domingues ressalta que o reconhecimento da santidade de Irmã Dulce é importante para o Brasil não apenas pelo fato de ela ser uma brasileira. "Mas porque ela representa a realidade brasileira muito bem", enfatiza.
"Quando a Igreja reconhece a santidade de algumas pessoas, há sempre esse aspecto da representatividade", diz.
"No caso da Irmã Dulce, ela representa a realidade de pobreza e desigualdade que existiu no período dela, existia antes dela e, infelizmente, ainda existe."
Em outras palavras, o trabalho de Irmã Dulce é uma mostra clara de ação social, "em uma das regiões mais pobres do Brasil, em que fica claro o papel da Igreja às vezes entrando para suprir o mínimo onde o Estado falta", comenta o vaticanista.
Rocha lembra que o legado de Irmã Dulce é reconhecido de forma unânime, "por políticos dos mais diferentes partidos". E a canonização deu a ela uma visibilidade internacional. "Isso é muito importante, já que as obras sociais dela continuam cumprindo um papel absolutamente fundamental para a assistência social de Salvador", comenta ele.
O hagiólogo Lira comenta que a religiosa acabou se transformando, "de anjo bom da Bahia para anjo bom do Brasil e, após sua canonização, anjo bom do mundo, com a universalização do culto a ela".
Segundo a sinopse biográfica publicada pelo Vaticano e distribuída durante a missa de canonização, em 2019, Irmã Dulce era uma fonte de caridade "maternal, carinhosa". "A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos", diz o texto oficial da Santa Sé, que ainda acrescenta que quando a religiosa morreu, 30 anos atrás, já era uma pessoa "nimbada de grande fama de santidade".
"Com a canonização, Santa Dulce dos Pobres ganhou os altares de todo o mundo e passou a ser conhecida e admirada como exemplo das virtudes cristãs, por católicos de outros países", concorda o gestor do santuário, Márcio Didier. "Como sua obra social tem um caráter humanista, pessoas de diversas religiões se interessam, cada vez mais, por conhecer e ajudar a Osid, se encantando ao saber que, além da saúde, ainda atuamos na educação, na assistência social e espiritual."
"Nada foi fácil na caminhada de santidade de Santa Dulce dos Pobres", acrescenta ele "Diariamente lidamos com diversas dificuldades, mas aprendemos com ela a trabalhar duro, fazer a nossa parte, perseverar e confiar na providência divina e na generosidade daqueles que abraçam a Osid como os doadores e sócios-protetores. Neste tempo de pandemia, os relatos de graças alcançadas, os pedidos e os agradecimentos pela palavra de esperança em tempos de tanta incerteza e dor nos dão a certeza de que o Brasil e o mundo precisavam de mais esta intercessora no céu."
Neste domingo, às 8h30, haverá uma missa especial no Santuário Santa Dulce dos Pobres. "Iremos recordar o trânsito, a morte [da religiosa], e agradecer por esses 30 anos de presença entre nós, sendo inspiração constante para todos os que, diariamente, fazem acontecer seu maior milagre: suas obras sociais", afirma Didier.
sábado, 10 de agosto de 2024
Viva São Lourenço
O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. No ano 257, o imperador romano Valeriano decretou a perseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II.
Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. "aonde vai sem seu diácono, meu pai?", perguntava-lhe. O Pontífice respondeu: "Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá".
Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: "Estes são o património (riquezas) da Igreja". O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. A tradição católica diz que o santo conservou seu bom humor mesmo enquanto era executado, dizendo aos que o queimavam: "podem me virar agora, pois este lado já está bem assado".
Tornou-se um mártir cristão e é considerado um servo fiel da Igreja.
Santo Agostinho diz que o grande desejo que tinha São Lourenço de unir-se a Cristo fez com que esquecesse as exigências da tortura. Também afirma que Deus obrou muitos milagres em Roma por intercessão de São Lourenço. Este santo foi, desde o século IV, um dos mártires mais venerados e seu nome aparece no cânone da missa. Foi sepultado no cemitério de Ciriaca, em Agro Verão, sobre a Via Tiburtina. Constantino ergueu a primeira capela no local que ocupa atualmente a Basílica de São Lourenço Extramuros, a qual é a quinta basílica patriarcal de Roma.
Em todo o mundo cristão, existem muitas igrejas dedicadas a este santo. Geralmente, as estátuas dele apresentam uma grelha (o instrumento que lhe causou a morte) e uma Bíblia nas suas mãos.
É comemorado no dia 10 de Agosto.
Fonte:
https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2024-08/san-lourenco-martirio-10-agosto-papa-francisco.html
quinta-feira, 13 de junho de 2024
Rogai por nós Santo Antônio
O Ano Novo das Bruxas foi dia 01 de maio; dia de honrar os mortos.
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